Como tudo começou

26/09/11

NÚMEROS, GEOMETRIA, NATUREZA E MÚSICA






Leitores:

Desta vez o tema escolhido para esta conversa, aqui no blog, inspira-se em números, geometria e natureza.



É um curioso filme com uma composição musical também adaptada às imagens.



Espero que gostem tanto dele quanto eu e que dêem por bem empregues os minutos gastos na vossa visita. Queiram portanto clicar aqui.
Até outro dia e bem hajam pela vinda.
M.A.

24/09/11

O CREME NÍVEA







Caros leitores:
Quem, de entre todos nós, não conhece, há mais ou menos anos, o velhinho creme Nívea?
Ainda não se encontravam à venda produtos específicos para protecção solar da pele e já a minha mãe, na praia, me besuntava, com o creme Nívea. Talvez para esse efeito fosse até bem pouco eficaz mas era o que, na altura, se usava!
Como me apareceu um e-mail contando uma breve história sobre este creme, achei interessante trazê-la ao blog, bem como uma imagem publicitária, já com alguns anos, onde ainda aparece o seu preço em escudos. Imaginem só, 7$50 cada caixa e 15$00 uma outra mais económica!
Foi mais uma curiosidade que descobrimo para vós.


O Creme Nívea foi criado em dezembro de 1911 pela farmácia de manipulação do doutor Oskar Troplowitz, que descobriu como unir água e óleo para hidratar a pele.
O Eucerit, retirado da lanolina e combinado com óleos, água, compostos de glicerina, ácido cítrico e essências de rosas e lírios, formava o creme. "Branco como a neve", foi batizado de Nívea e era comercializado numa latinha amarela.
A embalagem passou a cor azul com letras brancas em 1925.
Depois da Segunda Guerra Mundial, a marca Nívea foi expropriada.
A partir de 1952, a empresa Beiersdorf iniciou uma longa jornada pelos países para readquirir os direitos sobre a marca.

Espero que tenham gostado desta visita ao baú.
M.A.

22/09/11

O CORO DOS ESCRAVOS, DE GIUSEPPE VERDI





Mesmo que nas nossas veias não corra sangue italiano sempre nos emocionaremos com esta obra maravilhosa de VERDI, o eterno “VA PENSIERO”. (Vanderlei Zarpellon)




PROTESTO ITALIANO ... " VÁ PENSIERO"


Maravilhoso e emocionante momento de protesto do povo italiano ,liderado pelo maestro Ricardo Mutti , no Teatro da Ópera de Roma .

O facto aconteceu durante a apresentação da Ópera Nabuco , de Verdi ,em 12 de março de 2011 , na presença de Berlusconi ( 1º Ministro da Itália), da ária " Vá Pensiero" , a qual sempre foi considerada um 2ºHino Nacional Italiano.

Já no século XIX serviu de protesto à ocupação austríaca do norte da Itália , aquando da visita dos Imperadores Austríacos a Veneza, da até hoje famosa Imperatriz Sissie e seu esposo que tiveram que escutar toda a plateia do Teatro Fenix cantar , emocionada , " Vá Pensiero".

Leiam os comentários antes de abrir o link que nos brinda com um estupendo, quiçá histórico, momento de performance musical e revolta cultural, diante dos desgovernos, prevaricações e falta de lideranças, não só na Itália , mas no mundo, como um todo.

Um momento intenso de emoção para os apaixonados pela liberdade.


No último dia 12 de março a Itália festejava os 150 anos de sua criação, ocasião em que a Ópera de Roma apresentou a ópera Nabucco de G. Verdi, símbolo da unificação do país, que invocava a escravidão dos Judeus na Babilônia, uma obra não só musical mas, também, política , à época em que a Itália estava sujeita ao império dos Habsburgos (1840).

Sylvio Berlusconi assistia, pessoalmente, à apresentação, que era dirigida pelo maestro Ricardo Mutti.

Antes da Apresentação, o Prefeito de Roma, Gianni Alemanno - ex-ministro do governo Berlusconi - discursou, protestando contra os cortes nas verbas da cultura, o que contribuiu para politizar o evento. Como Mutti declararia ao TIME, houve, já de início, uma invulgar ovação, clima que se transformou numa verdadeira «noite de revolução» quando sentiu uma atmosfera de tensão ao se iniciar os acordes do coral « Va Pensiero » o famoso hino contra a dominação.


« Há situações que não se podem descrever, mas apenas sentir ; o silêncio absoluto do público, na expectativa do hino; o clima que se transforma em fervor, aos primeiros acordes do mesmo". A reacção visceral do público quando o coro entoa ‘Ó minha pátria,tão bela e perdida! ‘

Ao terminar o hino, os aplausos da plateia interrompem a ópera e o público manifesta-se com gritos de «bis», «viva Itália », «viva Verdi» . Das galerias são lançados papéis commensagens políticas.

Não sendo usual dar bis durante uma ópera, ( e embora Mutti já o tenha feito uma vez em 1986, no teatro Scala,de Milão ) , o maestro hesitou pois, como ele depois disse : «não cabia um simples bis; havia de ter um propósito particular».

Dado que o público já havia revelado seu sentimento patriótico, fez com que o maestro se voltasse no estrado e encarasse o público, e com ele o próprio Berlusconi.

Fazendo-se silêncio, pronunciou-se da seguinte forma, e reagindo a um grito de «longa vida à Itália» disse:RICCARDO MUTTI :


«Sim, longa vida à Itália mas ... [aplausos]. Não tenho mais 30 anos e já vivi a minha vida, mas como um italiano que percorreu o mundo, tenho vergonha do que se passa no meu país. Portanto aquiesço a vosso pedido de bis para o "Vá Pensiero". Isto não se deve apenas à alegria patriótica que senti em todos, mas porque nesta noite, enquanto eu dirigia o coro que cantava ‘Ó meu pais, belo e perdido’, eu pensava que a continuarmos assim mataremos a cultura sobre a qual assenta a história da Itália. Neste caso, nós, a nossa pátria, será verdadeiramente ‘bela e perdida'. [aplausos retumbantes, incluindo os artistas da peça] Reina aqui um ‘clima italiano’; eu, Mutti , calei-me por longos anos. Gostaria agora...nós deveríamos dar sentido à este canto; Como estamos em nossa casa, o teatro da capital, e com um coro que cantou magnificamente, e que é magnificamente acompanhado, se for de vosso agrado, proponho que todos se juntem a nós para cantarmos juntos »

Foi assim que Mutti convidou o público a cantar o Coro dos Escravos.

As pessoas levantaram-se.

Toda a ópera de Roma se levantou... O coral também se levantou.

Foi um momento magnífico na ópera ! Vê-se, também,o pranto dos artistas.


Aquela noite não foi apenas uma apresentação do Nabuco mas, sobretudo,uma declaração do teatro da capital dirigida aos políticos.

AGORA NÃO DEIXEM DE VER E OUVIR TUDO ISTO CLICANDO AQUI


Nota da autora deste post:-Recebi isto num e-mail e acharia imperdoável não o partilhar com os leitores. M.A.

20/09/11

BELAS CONCHAS E BÚZIOS DO MUSEU DE ILHAVO

Museu Marítimo de Ilhavo



Muitos de nós, algum dia, sonhamos e até concretizamos a ideia de vir a fazer uma colecção de quaisquer objectos. Começa-se, geralmente, por guardar um primeiro exemplar que desperta a nossa atenção. Depois, a este vem-se juntar outro, depois outro, mais tarde outro ainda…e chega então um dia, em que sentindo já vontade de procurar informação sobre o assunto, o interesse aumenta mais e mais.
Assim. a pouco e pouco, enraíza-se em nós o gosto de alargar cada vez mais a colecção. E, quantas vezes, se atinge mesmo uma fase em que “se perde a cabeça” no que toca a dinheiro para adquirir objectos para uma colecção que começou a brincar?
Bom, mas os leitores não vieram ao blog para ouvir as minhas considerações sobre coleccionismo.






Irei portanto, de imediato, dizer-lhes que o que trago hoje é um vídeo que mostra o conjunto de Búzios e Conchas expostos no Museu Marítimo de Ílhavo.


Espero que, tal como eu, fiquem maravilhados com tanta coisa bonita encontrada no fundo do mar!
Como é a segunda vez que falamos neste assunto, se acaso quiserdes recordar o que já foi dito na primeira, em 9/4/10, apenas tereis que clicar aqui.
Do mesmo modo, para alguma informação sobre o Museu Marítimo de Ílhavo, é favor clicarem também aqui.
Até breve com qualquer outro tema.
M.A.

18/09/11

JOSÉ FONTES ROCHA – VARIAÇÕES EM RÉ

José Fontes Rocha





Indiscutivelmente que a guitarra portuguesa foi e será sempre o instrumento que melhor nos identifica e mais diz à nossa alma. O seu som emociona-nos e, quer servindo de acompanhamento a algum fado, ou apenas tocada a solo, ou fazendo conjunto com uma viola, aí temos um ou mais portugueses ouvindo-a em silêncio profundo.
Sem dúvida que tivemos e, felizmente, continuamos a ter grandes artistas ligados a ela. Hoje, porém, neste post, a homenagem será apenas para um deles, que recentemente nos deixou: _O Mestre José Fontes Rocha.
Nascido no Porto em 1226, começou por ser electricista de profissão mas, rapidamente trocou o “busca pólos” pelas cordas da guitarra que, durante 50 anos dedilhou com toda a sua sabedoria e sentimento. Aos 85 anos, no dia 15 de Agosto p.p., este grande guitarrista faleceu em Lisboa, deixando-nos contudo inúmeras composições suas.
Variações em ré é uma delas, da qual gosto muito, aqui interpretada por ele próprio e, também, por José Pracana, Manuel Martins e A. Gago da Câmara que eu convido os nossos leitores a ouvir, se fizerem o favor de clicar aqui.
Teve oportunidade de acompanhar diversas figuras gradas do fado, uma delas, justamente durante 12 anos, foi a grande Amália Rodrigues.
Se pretender informação biográfica mais completa do Mestre pode obtê-la clicando aqui.
Agora é tempo de vos deixar, então, com os sons desta bonita guitarrada de José Fontes Rocha!
Até breve.
M.A.

16/09/11

Fotografo à La Minute em Ponte de Lima

O Sr. Zé há muitos anos que fotografa quem por ele passa por terras do Minho.

Desta vez fomos encontrá-lo em Ponte de Lima, com o seu cavalinho de pau e máquinas com lentes Zeiss, todo o material fabricado em 1910.

Adquiriu este conjunto em 2ª mão na década de sessenta do século passado. Cuida-o com o zelo de um profissional que o quer por companhia durante muitos e bons anos.

Ao longo da sua já extensa carreira, fotografou figuras bem conhecidas desde actores a políticos ao cidadão anónimo. Da terra ou forasteiros, Portugueses e Estrangeiros…

Em meados de Agosto, um grupo de artistas das artes e das letras e seus familiares, reuniu-se na lindíssima vila de Ponte de Lima para um almoço de confraternização. À passagem pelo Largo do Chafariz, de seu nome Largo de Camões, lá estava o fotógrafo à la minute.

O cavalinho fez logo as delícias de alguns artistas do grupo. Seguiu-se uma animada sessão de fotografias.

Houve uma interessante troca de impressões sobre a data de fabrico das máquinas, do seu funcionamento e manutenção, e até da idade do cavalinho se falou…

O Sr Zé ia tirando as fotos e com a sua habitual boa disposição, explicava todos os passos do processo. Ora se esconde para captar a imagem, ora aparece e mergulha numa tina o papel já com sinais evidentes de fotografia…. Todos assistimos interessados ao desenrolar do processo da revelação.

Ao nosso grupo o nosso fotógrafo vendeu cerca de 1 dúzia de exemplares.

Claro que com tanto alarido, se foi juntando mais gente ao nosso grupo. O Sr. Zé nesse dia não tinha mãos a medir.

Disse-me uma semana mais tarde que tinha sido um dia bom para o seu negócio. A seguir a nós, foi chegando sempre gente…

Dizia ele:

- Sabe isto é como as ovelhas. Onde vai uma, vai o rebanho inteiro…!!!

Ainda bem que foi assim Sr Zé.

Ficámos todos contentes; Nós pelo excelente trabalho do fotógrafo sorridente, o homem da lente pele pela presença de um grupo divertido e diferente.


Nota: O Sr Zé sabe que há muitas fotografias dele na internet. Às vezes metem-se com ele e dizem que vão publicar. Ele não se importa. Até gosta, mas não liga muito, ainda assim desabafa:

- De vez em quando peço à minha filha e ela vai lá ver e mostra-me!!! Para mim até é bom...!

Há dias assim…

Texto e fotos:

FC

14/09/11

O SEU FILHO SOFRE DE PESADELOS?


Victor Hugo a grande figura da literatura francesa disse um dia:
“Os braços de uma mãe são feitos de ternura e os filhos dormem profundamente neles”

Em boa verdade ninguém melhor que uma mãe para se aperceber quando algo perturba o seu filho e encontrar a forma adequada de actuar para resolver a situação.
As crianças, mesmo aquelas que ainda são bebés de colo, costumam sofrer, por exemplo, de pesadelos enquanto dormem. Os estudos feitos não conseguiram ainda apurar o que, realmente os provoca mas, a avó que eu hoje sou, continua atenta a tudo quanto possa contribuir para o bem estar dos mais pequeninos.





Assim, quando me apareceu este vídeo, pelo seu conteúdo, logo entendi que seria uma óptima ocasião de esta mãe, vir partilhar com outras mães a sua experiência nesse campo. O pequenito mostra-se muito agitado o que denota estar justamente a sofrer o que se vulgarmente se designa por pesadelos mas, a mãe, apercebendo-se da situação, de imediato intervém e … tudo volta à normalidade.
Mais uma vez se confirma que uma boa imagem vale mais do que cem palavras. Mamãs que me lêem prestem toda a vossa atenção e aprendam como se faz!...
M.A.


12/09/11

SÉRAPHINE DE SENLIS

Yolande Moreau no papel de Séraphine, no filme com o mesmo nome




Foi Wilhlem Uhde, um alemão, coleccionador e crítico de arte, um dos primeiros a falar, por exemplo, de Picasso e de Rousseau . Um dia, por qualquer razão, ele foi passar uma temporada na localidade de Senlis, França e, na casa que alugou, teve como empregada doméstica, uma mulher de cerca de 41 anos, que dava pelo nome de Séraphine.
Numa visita à casa da sua senhoria, uma tela onde se via pintado um jarro com girassóis chamou-lhe a atenção. Ficou surpreendido quando lhe disseram ter sido Séraphine quem pintara quadro.
Digamos que esta terá sido a ponta do fio da meada, na ligação que se veio a estabelecer entre Wilhlem Uhde e a pintora que ele descobrira em Séraphine.

Esta mulher, nascida em 2 de Setembro de 1864, era bastante pobre, nunca tivera qualquer aprendizagem na pintura e, como autodidacta, seguindo apenas a sua sensibilidade, tinha atingido um nível tal nos quadros que fazia que, logo o crítico de arte se propôs apresentá-la nas galerias de Paris. Ela pintava, pela noite fora, isolada, na sua velha casa, depois de regressar do trabalho diário de empregada doméstica e, as próprias tintas que usava, eram fabricadas por si. Num filme que vi sobre a sua vida, dizia-se que, nas suas tintas, utilizava, entre outras coisas, o sangue de animais, terra, ervas que escolhia nos campos e até… algum azeite que surripiava nas lamparinas da igreja. Havia, por certo, ainda mais ingredientes que ficaram, para sempre, no seu segredo.
A verdade é que os seus quadros têm cores deslumbrantes e as composições florais, de inspiração naïf, impressionam, tanto pelos tons utilizados como, por vezes, por parecerem mesmo transfigurar-se em animais fantásticos e em muitas outras formas estranhas.
Contudo, devemos também mencionar, que, em Séraphine se notava uma certa perturbação mental que, com a idade se foi acentuando.


Ela assinava os quadros como Séraphine Louis ou Séraphine de Senlis e chegou a atingir um certo desafogo financeiro com as vendas que fazia, sempre orientadas pelo seu amigo e protector Wilhlem Uhde. Mas, com a segunda guerra, pelo facto de ser alemão, Uhde teve necessidade de fugir de Senlis.

Possivelmente por este afastamento a saúde mental de Séraphine sofreu uma deterioração maior e, a assistência social internou-a num hospício. É ele, também, quem mais tarde, a vai retirar de lá, e providenciar a sua mudança para uma clínica psiquiátrica, com melhores condições, onde Séraphine veio a falecer em 11 de Dezembro de 1942.







Quero acreditar que o leitor irá encantar-se com o vídeo que lhe deixo, onde as pinturas desta mulher se impõem, pelo arco-iris maravilhoso existente na sua imaginação e que os seus pincéis faziam passar, para a tela que tinha defronte de si.
Até breve, leitores, com outro qualquer tema.

M.A

10/09/11

Gaivotas


Fotografia que tirei na praia de Paçô

fc

08/09/11

O Elefante da Ilha Berlenga



Foto minha

Saiba mais sobre esta fantástica ilha aqui

fc

06/09/11

AS CAMAS FECHADAS

Malaca - Cama de recem-casados




Estou a partilhar com os leitores mais um vídeo que me chegou por e-mail.
É interessante verificar que houve tempo em que se dormia dentro de um armário, o que deveria ser bastante desagradável, quanto a mim, que sempre gostei de espaço em meu redor.








Mostro também uma foto que fiz, em 1996, de uma cama de recem casados, em Malaca, na Malásia. Tratava-se de uma casa antiga, tradicional, de uma família malaia, considerada rica, que era mostrada aos turistas. Tinha alguns pormenores muito curiosos e, lembro-me que fui lá encontrar também utensílios de cozinha de origem portuguesa, entre os quais uma sorveteira manual, igual a uma que existia em casa dos meus pais.
Até breve, com qualquer outro tema.


M.A.

04/09/11

SABE ABRIR UMA GARRAFA SEM SACA-ROLHAS?




Hoje, trazemos de novo, aos nossos leitores, uma daquelas dicas que se destinam a resolver pequenos problemas caseiros. Desta vez trata-se de conseguir abrir uma garrafa de vinho, quando, eventualmente, não temos à mão um saca-rolhas.





Devemos, antes de mais, confessar que não experimentamos a sugestão mas, esperamos que alguém o faça e nos confirme, depois, se resulta ou não.
E, porque não, numa reunião de amigos, um deles lembrar-se de fazer esta graça? De certeza que vai provocar, de imediato, algumas boas gargalhadas e, se der certo e a rolha sair, vai ter também um grande sucesso, claro está!
Divirtam-se!
M.A.


02/09/11

PALÁCIO DE CRISTAL DO PORTO


No Porto, no mesmo local onde hoje se encontra o Pavilhão dos Desportos, também designado por Pavilhão Rosa Mota, existiu anteriormente o Palácio de Cristal. Era um edifício, cuja construção foi inspirada no Crystal Palace de Londres e que veio a servir de palco a inúmeros eventos, circo, música, desporto, exposições, etc., etc..
Muita gente se recordará ainda de lá ter estado, eu, por exemplo.
Ele acabou por ser demolido em 1951.
Como a sua inauguração foi feita em 3 de Setembro de 1861, (faria este ano 140 anos) achei interessante trazer esta lembrança aqui ao blog, dando a conhecer, o que a Gazeta dos Caminhos de Ferro publicou, precisamente, em 1 de Julho de 1940.
Os de mais idade poderão recordar e os mais novos terão oportunidade de conhecer algo mais da história da Cidade do Porto.
Se pretender obter mais informação poderá clicar aqui.




«Segundo o boceto histórico do sr. Conde de Samodães, em 30 de Agosto de 1861, reuniram-se no edifício da Bolsa, os fundadores do Palácio de Cristal, sob a presidência do sr. Guilherme Augusto Machado Pereira, sendo eleitos para a direcção e conselho fiscal os srs. Alfredo Allen, Francisco Pinto Bessa, Visconde da Trindade, José Joaquim Pereira de Lima e José Frutuoso Aires de Gouveia Osório.





Em 3 de Setembro do mesmo ano, fez-se a inauguração do Palácio de Cristal, presidida por D. Pedro V. O soberano inaugurou os trabalhos lançando um punhado de terra em um carrinho de serviço. A planta, perfil, alçado e cortes do edifício foram feitos pelo arquitecto inglês Thomas Dillen Jones.

No dia seguinte à inauguração partiu D. Pedro V para Lisboa, tendo-lhe sido entregue, antes de embarcar, o diploma de presidente honorário da Sociedade. A obra de pedra, ferro e cristal, segundo o dr. Carlos de Passos, tomaram-na os empreiteiros C. D. Young & Cª por 108 contos, sob a inspecção do engenheiro F. W. Shields e direcção do engenheiro Gustavo Adolfo Gonçalves de Sousa. Emilio David, jardineiro-paisagista alemão, encarregou-se do desenho dos jardins e do parque. As decorações forma entregues a um pintor inglês e a direcção coube a Shilds.





O edifício mede 150 metros de comprimento por 72 de largura e é dividido em três naves cobertas de ferro e cristal. No fundo da nave ergue-se um magnifico órgão construído por C. W. Vidor, um dos melhores do mundo.
A gruta que foi destruída, bem como o lado foram construídos sob a direcção do engenheiro belga Class, em 1881.





Aos 18 de Setembro de 1865, D. Luiz e D. Fernando inauguraram a 1ª Exposição Internacional portuguesa. Das múltiplas exposições destacam-se principalmente a primeira colonial portuguesa, de 1894, e a segunda de 1934. A de 1894, inaugurada por D. Carlos, constituía um dos elementos memorativos do V centenário Henriquino.
Em 1886 instalou-se em edifício adequado um Museu Industrial e em 1933 a Câmara Municipal adquiriu o Palácio de Cristal Portuense e seus anexos, tendo-lhe introduzido nestes últimos anos importantes melhoramento.





Na Casa de Entre-Quintas, paredes meias com o Palácio de Cristal, viveu o rei Carlos Alberto de Sardenha. Recordando a sua passagem por ali, a princesa de Montleart, irmã do infortunado soberano, mandou construir a capela de Carlos Alberto, no Campo do Duque de Bragança, antes da Tôrre da Marca, sendo colocada a primeira pedra no dia 17 de Maio de 1854. Ao mestre pedreiro António Lopes Ferreira, ficou entregue a execução da obra, cuja planta riscara a própria princesa, auxiliada pelo arquitecto Joaquim Costa Lima.
A capela ficou concluída em 1862, sendo visitada em 22 de Outubro do mesmo ano pelo príncipe Humberto de Sabóia.
Em 1907 os delegados da Exposição Internacional de Milão, foram expressamente ao Pôrto para deporem, na capela Carlos Alberto uma coroa de bronze; e em 1934, por doação das rainhas D. Amélia e D. Augusta Vitória, mãe e esposa de D. Manuel II, ficou a Santa Casa com a propriedade da capela, sob condição de lá promover sufrágios nos aniversários da morte do último rei português.
A grave sobriedade das linhas e ornatos da capela corresponde ao piedoso e melancólico intento da edificação. É obra de formas clássicas inteiramente de granito.»
in Gazeta dos Caminhos de Ferro, nº1261, 1 de Julho de 1940.





Este texto e imagens foram-me enviados por o grande amigo F. Andrade a quem agradeço.
Espero que tenham sido do vosso agrado estes minutos passados connosco.
M.A.

31/08/11

MOCHOS E CORUJAS



Uns e outras são aves de rapina nocturna e pertencem à ordem das Srigiformes e ainda à família das Strigidae. Ao que parece, pelo que pesquisei, não há uma grande diferença entre mochos e corujas e os hábitos de vida que têm são, também, quase os mesmos.
Recebi este vídeo com um conjunto de fotos destas duas espécies e, por ter considerado que os leitores poderiam gostar de ver essas imagens resolvi trazê-las ao blog. Oxalá sejam do vosso agrado.



Contudo, se pretenderem informação mais pormenorizada queiram clicar aqui.
Até breve.
M.A.

29/08/11

AS CRIANÇAS CONTINUAM SENDO O MELHOR QUE O MUNDO TEM




Marta, a minha neta mais nova tem nesta altura oito anos e mostra-se sempre interessada em tudo que para ela constitua novidade.
Dias atrás, o fenómeno da morte tocou-a na pessoa da avó dos seus primos, senhora que, pela proximidade e convivência que ia existindo na família, adoptou a Marta como se sua neta fosse também. Se era a “Avó Ana” para os netos verdadeiros… extensivo ficou, também, o mesmo tratamento, para a Marta, desde muito pequenina.
Porque o meu filho e nora não quiseram deixar de falar à miúda no falecimento da Avó Ana e tendo ela manifestado o desejo de ir ao funeral, eles acederam, por entender que seria a oportunidade de, pela primeira vez, ela tomar contacto com esta triste realidade e com o cerimonial próprio.
Assim, com alguma surpresa minha vi chegar pai e filha ao local do velório.


Após os cumprimentos, a garota sentou-se ao meu lado, iniciando-se pouco depois, entre nós, em surdina, o seguinte diálogo:
_Sabes avó, eu queria trazer uma flor à Avó Ana mas, como o pai vinha já atrasado, prometeu-me que depois íamos levar uma, àquele sítio - não me lembra o nome - para onde depois levam a Avó Ana…
_Mas - perguntei eu - se calhar, tu gostavas mais de ter agora a tal flor, não era?
Ela abanou afirmativamente a cabecita e eu, sorrindo, disse então:
_Deixa, que eu vou ser capaz de resolver já esse assunto…Como eu trouxe flores para a Avó Ana, vou alí buscar uma delas para ta dar a ti.
Levantei-me, fui retirar um botão de rosa, branco, ao ramo que levara e entreguei-o à miúda que, de seguida, em bicos de pés o foi deixar sobre o caixão.
Mais tarde, já reunidos num cemitério de aldeia, a atenção da garota manteve-se constante, durante as orações finais e a descida do corpo à terra .
Tudo decorria serenamente, sem cenas emotivas susceptíveis de perturbarem a criança.
Distanciadas uns dois ou três metros de nós, as flores retiradas do auto fúnebre, esperavam em monte, o destino final.
Em dado momento, a Marta afastou-se em direcção a elas, olhou, estendeu a mão e, sem precisar de andar à procura, logo encontrou o seu botão de rosa, trazendo-o consigo. Ficou com ele seguro, enquanto com a outra mão afagava as pétalas brancas.
Quando já tinham sido depostas as flores sobre a campa, encaminhou-se para lá deixando, finalmente, o seu botão de rosa no cimo de todas as outras. A Avó Ana, por muito distraida que estivesse, não deixaria de ver aquela em primeiro lugar!.....

Faço aqui um parêntesis para explicar que, na Avó Ana, conheci sempre uma santa alma, incapaz de magoar ou ofender quem quer que fosse, manifestando sempre, além disto, o que geralmente denominamos por uma bondade sem limites.
Acredito que lá no Além, onde agora se encontra em Paz, a Avó Ana terá recebido, inteirinha, no seu coração, a homenagem tão cheia de pureza e simplicidade desta criança. Penso não ter exagerado em dar o título que dei a este post.
P.S. –Não foi a primeira vez que falei desta neta aqui no blog. Se quiser recordar o que dela já foi dito faça-o aqui, aqui e aqui.
M.A.

27/08/11

A FILOSOFIA DO FRASCO DA MAYONNAISE




Quando achardes as coisas que acontecem na vida a pesar demasiado, quando as 24 horas do dia parecerem insuficientes para levar a cabo todas as tarefas que tendes para fazer, talvez ajude a lembrança deste frasco da mayonnaise.


Um professor, começou a sua aula de filosofia pegando num frasco grande, de mayonnaise e, sem dizer uma palavra, esvaziou-o e encheu-o com bolas de pingue-pongue.

A seguir perguntou aos alunos se o frasco estava cheio. Os estudantes responderam afirmativamente.

Então, o professor pegou numa caixa cheia de caricas e meteu umas tantas no frasco. As caricas logo encheram os espaços vazios entre as bolas de pingue-pongue.
O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles, de novo responderam que sim.

Desta vez...o professor pegou noutra caixa...esta cheia de areia e esvaziou-a para dentro do frasco. Claro que a areia ocupou todosos espaços vazios e, uma vez mais, o professor perguntou se o frasco estava cheio. Os estudantes voltaram a responder, em coro, que sim.

Nessa altura o professor acrescentou duas chávenas de café ao conteúdo do frasco e logo o líquido preencheu todos os espaços vazios entre a areia, caricas e bolas. Os estudantes, nesta ocasião começaram a rir...mas, o professor manteve-se sério e calado. Só passados uns instantes a sua voz se fez ouvir:

_Quero que se dêem conta que este frasco pode representar a vida. As bolas de pingue-pongue são as coisas importantes, como sejam a família, os filhos, a saúde, os amigos, tudo o que vos apaixona. São coisas que, quando as conseguimos conservar, ainda que tudo o resto se perca, preenchem a nossa vida e ela continuará cheia. As caricas são outras coisas que igualmente importam, tais como: o trabalho, a casa, o carro, etc. A areia simboliza tudo o resto, isto é, as pequenas coisas. Assim, se colocamos a areia no frasco, em primeiro lugar, já não sobrará espaço para as caricas nem para as bolas de pingue-pongue.O mesmo acontece na vida. Quando desperdiçarmos todo o nosso tempo e energia com ninharias não teremos espaço, depois, para as coisas realmente importantes. Primeiro que tudo dêem atenção às coisas que são cruciais para a vossa Felicidade. Estabeleçam as vossas prioridades e…o resto é só areia!

Neste momento um dos alunos levantou a mão e perguntou: _E o que representa afinal o café?Sorrindo, o professor respondeu:
_Bom…o café aparece aqui para demonstrar que, mesmo estando a vossa vida extremamente ocupada devereis sempre reservar algum tempo para um café e uma conversa amena com um amigo!

Engenhosa a forma encontrada pelo professor para, levar os seus alunos a reflectirem e decidirem sobre algumas normas que os poderiam ajudar nas suas vidas.


Até breve, leitores. Esta história apareceu-me num e-mail e achei interessante partilhá-la convosco.

M.A.

25/08/11

RELEMBRANDO O ESCUDO




«O escudo foi criado em 22 de Maio de 1911, cinco meses após a Proclamação da República, por decreto do Governo Provisório. O ministro das Finanças era, então, José Relvas. A nova moeda renovou o sistema monetário português, colocou a unidade monetária portuguesa ao nível das dos outros países e evitou as desvantagens práticas do real (moeda da monarquia), cujo valor era muito pequeno, o que obrigava ao emprego de grande número de algarismos para representar na escrita uma quantia. Assim, a taxa de conversão foi fixada em mil réis (reais).»


Este é o começo de um interessante artigo, intitulado “A HISTÓRIA DO ESCUDO”, que eu encontrei na net e que o leitor ficará também a conhecer na íntegra, se decidir aceder ao convite de clicar aqui.


Não foi assim há muito tempo que passamos a usar como moeda o Euro, em substituição do Escudo mas, todos nos recordaremos ainda, da perturbação que esta mudança provocou, especialmente em pessoas de mais idade e, talvez por isso, menos capacidade de adaptação. Depois, como geralmente acontece, “o hábito foi fazendo o monge” e, a pouco e pouco, todos passaram a usar a nova moeda sem inibições de maior, muito embora ainda não se tenha perdido o jeito, de fazer mentalmente, uma vez por outra, a conversão entre as duas moedas, para melhor calcular o custo de uma compra que se faça.






Esta minha conversa com o leitor tem, por fim, fazer a apresentação de um interessante vídeo que me chegou num e-mail, e que mostra, a par e passo, a sequência das diferentes séries de moedas, múltiplos e submúltiplos do escudo que, durante anos, circularam no nosso país.

Penso que todos irão gostar de as recordar.
Fiquem bem.
M.A.

23/08/11

FRASES DIVERTIDAS




Ora vamos lá a descontrair um pouco com estas tantas frases onde reina um certo sentido de humor:

-Errar é humano mas, achar em quem colocar a culpa mais humano é ainda.
-Afinal você não é completamente inútil…pelo menos até serve de mau exemplo!
-O dinheiro não traz felicidade – isso diz quem não sabe o que fazer com ele
-Se você não é parte da solução é, pelo menos, parte do problema.
-A suprema felicidade da vida é a convicção de ser amado por aquilo que você é, quando será melhor pensar antes, apesar daquilo que você é.
-O importante não é saber mas sim ter consigo o número de telefone de quem sabe.
-Pobre, só anda em frente quando tropeça!
-As coisas boas ou são pecado ou dizem que fazem mal à saúde!
-Quem sabe, sabe. Quem não sabe… é chefe.
-É bom deixar a bebida mas convém lembrar-se onde ela ficou.
-Beijo não mata a fome mas… abre o apetite!
-Trabalhar nunca matou ninguém mas, pensando melhor para quê arriscar?
-O dinheiro traz amigos mas a desgraça faz uma escolha neles, só deixando os verdadeiros.
-A esperança e a sogra são as últimas a morrer.
-Não cobiçar a mulher do próximo…muito em especial se o próximo estiver por perto.
-Há duas palavras que abrem muitas portas: PUXE e EMPURRE.
-Não leve a vida tão a sério... afinal você não vai sair vivo dela!
-Adoro o trabalho. Sou capaz de ficar horas seguidas olhando para ele.
-Política é a arte de arrancar dinheiro aos ricos e votos aos pobres, com o pretexto de protegê-los uns dos outros.
-A vida é comparada a um banho quente. Quanto mais se fica nela mais enrugados nos tornamos.
-Não mando a minha sogra para o inferno porque… tenho pena do diabo!

Sorriram um pouco? Oxalá assim tenha acontecido.

M.A.

21/08/11

ANTIGOS COMBOIOS DA LINHA DO TUA



Convidamos os nossos leitores para mais um regresso ao passado. Desta vez as “ relíquias” a mostrar, serão algumas composições ferroviárias que circularam na Linha do Tua. A maioria das imagens refere-se à década de 70 e apenas umas poucas são dos anos 90.





Se aos leitores apetecer também entrar numa carruagem para um passeio nesta linha, saber mais um pouco da sua história e apreciar as lindas paisagens do percurso, queiram clicar aqui e aqui, para acederem a uma reportagem feita pela RTP nos anos 80.
Boa viagem e até breve.
M.A.


19/08/11

PÊNDULOS ONDULANTES – UMA DANÇA DA FÍSICA



Este vídeo é simples mas bonito.

A Universidade de Harvard mostra quinze pêndulos de comprimento crescente a balançar para lá e para cá. Às vezes, eles parecem estar em sincronia, outras vezes, não.

Aqui está a explicação:

O período de um ciclo completo da dança é de 60 segundos. O comprimentodo pêndulo maior foi ajustado de modo que ele executa 51 oscilações no período de 60 segundos. O comprimento de cada pêndulo, sequencialmente menor, é cuidadosamente ajustado de forma que ele executa uma oscilação adicional nesse período. Assim, o 15º pêndulo (o menor) executa 65 oscilações. Os 15 pêndulos, que iniciam as oscilações ao mesmo tempo,depressa deixam de estar em sincronia. No entanto, após 60 segundos de oscilações, todos eles estarão de volta à sincronia, prontos para repetir a dança.




Este aparelho foi construído por Nils Sorensen, baseando-se num desenho publicado por Richard Berg da Universidade de Maryland. Se pretende obter mais dados sobre este assunto apenas terá que clicar ">aqui.
Obrigada ao amigo F. Andrade que me enviou este e-mail e, por eu achar a experiência interessante resolvi partilhar com os leitores.
M.A.


17/08/11

SERÁ QUE ENCONTREI O MÉDICO QUE VOS CONVEM?




Nas nossas cxs. de nosso correio electrónico aparece, quase diariamente, a informação mais variada: São os remédios caseiros, são dicas sobre saúde, beleza, ou culinária, são chás que fazem bem a isto, ou aquilo, ou talvez… a coisa nenhuma, são frutos ou vegetais onde nos afirmam estar escondido um abecedário inteiro de vitaminas, que nos farão viver 100 anos, são máximas, pensamentos, orações, etc. etc.. Isto, para não referir também aquelas milhentas “cadeias” que chegam com aviso de “envio obrigatório” a várias outras pessoas, sob pena de não nos vir parar às mãos, ao fim de x dias, a sorte grande ou, no mínimo dos mínimos, uma “excelente notícia de que há muito nós estávamos à espera”! A foto que junto é, justamente, uma alusão bem humorada a este último exemplo.




Ora, esta conversa toda, serve de introdução a um e-mail recentemente recebido, que me divertiu e, portanto, decidi partilhar convosco aqui no blog. Tempo de férias é para descontrair, lendo coisas que disponham bem.
Trata-se do excerto de uma entrevista com um tal Dr. Paulo Ubiratan, de Porto Alegre que, a existir realmente, será um clínico sui generis, senhor de uns conceitos médicos, a meu ver, um tanto ortodoxos.
Questionado o dito senhor, por uma TV local, sobre vários conselhos que, por norma, são dados às pessoas, vejam os leitores o teor das respostas que ele terá dado:


Pergunta: Exercícios cárdio-vasculares prolongam a vida, não é verdade?
Resposta: O seu coração foi feito para bater uma determinada quantidade de vezes e só…não desperdice essas batidas em exercícios. Tudo se gasta eventualmente. Acelerar o seu coração não o vai fazer viver mais: isso será como dizer que pode prolongar a vida do seu carro dirigindo mais depressa. Quer viver mais? Faça uma soneca!!!
P: Devo cortar a carne vermelha e comer mais frutas e vegetais?
R: Você precisa entender a logística da eficiência…O que come a vaca? Feno e milho. O que é isso? Vegetal. Então, um bife, nada mais é do que um mecanismo eficiente de colocar vegetais no seu sistema. Precisa de grãos? Coma frango!
P: Devo reduzir o consumo do álcool?
R: De jeito nenhum. Vinho é feito de fruta. Brandy é um vinho destilado, o que significa que tirando a água da fruta você tirará mais proveito dela. Cerveja também é feita de grãos, portanto pode beber.
P: Quais são as vantagens de um plano regular de exercícios?
R: A minha filosofia é… se não sente dor, tudo bem!
P: Frituras são prejudiciais?
R: Você não me está a escutar. Hoje em dia as comidas fritam-se em óleo vegetal. Na verdade ficam impregnadas de óleo vegetal. Então como pensar que vegetal pode ser prejudicial?
P: Flexões ajudam a reduzir a gordura?
R: Absolutamente não. Exercitar um músculo faz apenas com que ele aumente de tamanho.
P: Chocolate faz mal?
R: Tá maluco? Cacau!!! Outro vegetal!!! É até uma comida boa p’ra se ficar feliz.
E lembre-se, a vida não pode ser uma viajem para o túmulo, de se chegar lá são e salvo, com um corpo atraente e bem conservado. É melhor enfiar o pé na jaca – Cerveja numa mão -Tira gosto na outra – muito sexo e um corpo completamente gasto, totalmente usado, gritando: VALEU! QUE VIAGEM!!!

P.S. SE CAMINHAR FOSSE SAUDÁVEL, O CARTEIRO SERIA IMORTAL!
-BALEIA NADA O DIA INTEIRO, SÓ COME PEIXE, SÓ BEBE ÁGUA E É GORDA!
-COELHO, CORRE, PULA E VIVE 15 ANOS. TARTARUGA NÃO CORRE, NÃO FAZ NADA E VIVE 450 ANOS.


E pronto leitores, divertiram-se? Tirem, agora, as vossas conclusões e, decidindo ou não, seguir estas normas de vida façam, sobretudo, umas boas férias!
M.A.

15/08/11

RESPEITO E CARINHO PARA COM OS ANIMAIS



Férias, para os humanos significam tempo de lazer, descontracção e bem estar enquanto que, para alguns animais domésticos, nomeadamente cães e gatos é a época do ano em que são deixados ao abandono, sem dó nem piedade. Não dá para entender a desumanidade da gente que assim se descarta dos bichos que tem em casa!


Já vos contei, em 2008, a história da Zara e do Sting, dois canitos que vieram do Alentejo depois de resgatados de um caixote do lixo onde haviam sido deixados, recém-nascidos, com mais cinco irmãos, para morrerem à fome e ao frio. Este, foi um dos poucos episódios em que “a fada madrinha dos quatro patas” estava por perto e, com a sua varinha de condão interferiu para que aparecessem donos, julgo que para todos eles. Desta vez, o que começou mal veio a resolver-se. Pelo menos estes dois mencionados vos posso dizer que estão cheios de vigor e alegria e correspondem, com uma dedicação sem limites, ao carinho que os donos lhes dispensam. Sou testemunha disso e, frequentemente, usufruo também, do prazer das suas traquinices. Se quiser recordar os pormenores desta história só têm que clicar aqui e aqui.

Hoje trago dois outros exemplos em que fica, bem expresso, o respeito tido pelos humanos, desta vez em relação a dois casais de passarinhos que escolheram fazer o ninho em locais pouco usuais.
Na primeira imagens, um soldado mostra a cena com que deparou ao abrir o capot do seu carro, deixado estacionado, pelo menos o tempo suficiente para um casal de passarinhos aí instalar o seu lar. O ar sorridente do militar faz-nos acreditar que vai mesmo esperar que as crias cresçam e se vão embora para, só então, voltar a usar o veículo.


Na segunda foto, também um casal de aves escolheu fazer o ninho num lugar pouco convencional, um recipiente de rua, destinado a recolher pontas de cigarro. Desta vez, alguém se preocupou mesmo em colocar um aviso no dito recipiente:
POR FAVOR NÃO USE ESTE CINZEIRO. PRESENTEMENTE HÁ “PEITOS AZUIS” NIDIFICANDO AQUI E AGRADECÍAMOS QUE COLOCASSE O SEU CIGARRO NO RECIPIENTE ABAIXO.
São situações destas que nos fazem acreditar que, no mundo conturbado onde vivemos, nem tudo está perdido. Pontualmente, ainda surgem sentimentos de solidariedade que se manifestam por seres como estes, sem dúvida os mais fragilizados.
Boas férias, leitores e, por favor, não permitam que os vossos animais domésticos conheçam e sofram as agruras do abandono.
M.A.

13/08/11

A ARTE DA LIXEIRA LANÇADA SOBRE O NOSSO PLANETA




O post que trago hoje não precisa de grande apresentação.

Facilmente será compreendido por quem veja as imagens e, a nossa intenção é, mais uma vez, alertar para a responsabilidade de cada um de nós em preservar, tanto quanto possível, o mundo que agora habita e irá deixar aos vindouros.
Salientamos, também, a criatividade de quem com objectos tão banais consegue arte com esta qualidade.




Assim, ao mesmo tempo que vos poderei levar a reflectir sobre o grave problema da poluição, espero também ter proporcionado algum prazer para os vossos olhos.
Ate breve. M.A.

11/08/11

O EMPACOTADOR DE SABONETES

DIFERENÇA ENTRE INTELIGÊNCIA E ENGENHO


Em 1970, um cidadão japonês enviou uma carta a uma fábrica de sabonetes de Tókio, reclamando ter adquirido uma caixa de sabonetes que, ao ser aberta, estava vazia.

A reclamação colocou em marcha todo um programa de gestão administrativa e operativa; os engenheiros da fábrica receberam instruções para desenhar um sistema que impedisse que este problema voltasse a acontecer.

Depois de muita discussão, os engenheiros chegaram à conclusão de que o problema tinha sido na cadeia de empacotamento dos sabonetes, onde uma caixita, em movimento, não foi cheia com o sabonete respectivo. Por indicação dos engenheiros desenhou-se e instalou-se uma sofisticada máquina de raios "X" com monitores de alta resolução, operada por dois trabalhadores, encarregados de vigiar todas as caixas de sabonete que saíam da linha de empacotamento para que, dessa maneira, se assegurasse que nenhuma ficaria vazia. O custo dessa máquina superou os 250 000 dólares.

Quando a máquina de raios "X" começou a falhar ao fim de cinco meses de estar a funcionar nos três turnos da empresa, um trabalhador da área de empacotamento, pediu emprestada uma potente ventoinha e, pura e simplesmente apontou-a na direcção da parte final da passadeira transportadora. À medida que as caixinhas avançavam nessa direcção, as que se encontravam vazias saíam voando da linha de empacotamento, por estarem mais leves.
(Recebido num e-mail)
M.A.

09/08/11

Romaria da Senhora da Agonia 2011




Eu sei que querem ir a esta grande romaria, mas que faltava o programa.







fc
Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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